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Guaxupé, 05 de março de 2026


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Ex-diretor do Banco Central e morador de Guaxupé é alvo de operação da PF no "Caso Master"

Publicado quarta, 04 de março de 2026





A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira, dia 4, teve como um dos principais alvos das medidas cautelares o economista Paulo Sérgio Neves de Souza, morador do município e ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC).

A operação investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo Sérgio passou a utilizar tornozeleira eletrônica e está sujeito a uma série de restrições, incluindo o afastamento oficial de suas funções públicas e a proibição de deixar a cidade.

A Conexão com o Banco Master

De acordo com as investigações da Polícia Federal, Paulo Sérgio Neves de Souza é suspeito de utilizar sua posição de influência no Banco Central para favorecer o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PF aponta que o ex-diretor teria prestado uma espécie de "consultoria informal" e recebido vantagens financeiras para facilitar operações ou omitir fiscalizações rigorosas sobre a instituição financeira, que sofreu intervenção e liquidação pelo BC no final do ano passado.

Entre as provas colhidas, os investigadores mencionam até mesmo o custeio de guias de viagem para a família do servidor em troca de informações privilegiadas e proteção institucional.

Medidas Cautelares

Diferente de Daniel Vorcaro, que teve prisão preventiva decretada nesta fase, o morador de Guaxupé responderá ao processo em liberdade vigiada. As ordens expedidas pelo ministro Gilmar Mendes (relator do caso no STF) incluem:

-Monitoramento eletrônico (tornozeleira);

-Recolhimento domiciliar no período noturno e aos finais de semana;

-Proibição de acesso às dependências do Banco Central e contato com outros investigados;

-Entrega do passaporte à Polícia Federal.

O Outro Lado

Em notas anteriores, a defesa de Paulo Sérgio Neves de Souza vem negando qualquer irregularidade, afirmando que sua trajetória no Banco Central sempre foi pautada pela técnica e pela legalidade. Até o fechamento desta edição, os advogados do economista não haviam se manifestado especificamente sobre a instalação da tornozeleira nesta quarta-feira.

O Banco Master, agora sob gestão de liquidantes, também afirma estar colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos que levaram ao rombo estimado em bilhões de reais.




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